
Encapsulada, a vida nas suas mais variadas formas continua a borbulhar por ali, inalterada e inspiradora de memórias passadas...senti-me de volta a casa.
A distancia tem destas coisas...
Este espaço é dedicado a todos os amigos com quem tenho partilhado ao longo destes anos, os bons e maus momentos da minha vida, em especial à minha maior amiga e companheira de sempre.
O "Cuyabá"
Ao longo de centenas de anos a costa de Peniche tem sido palco de inúmeros acidentes marítimos, muitos resultaram no afundamento das embarcações, San Pedro de Alcântara, Highland Hope, Andreos, Diana, e mais recentemente o cargueiro, Cheryl C de
casco.
A título de curiosidade…este não foi um incidente isolado, o “Cuyabá” teve outras duas situações que podiam perfeitamente ser um ponto final na sua carreira. Leixões, no dia 15 de Fevereiro de 1941 um violento ciclone com ventos acima dos
…a sorte embarcou neste navio, e por lá se deixou ficar!
…merece estar na galeria dos felizes, na prateleira do impensável!
Dados gerais do “Cuyabá”
-Nº 102 da frota do Lloyd Brasileiro
-Construtor: Bremer Vulkan, Vegesack, Alemanha, 11.10.1906
ex "Hohenstaufen" - Hapag (Hamburg Amerika Linie), 1907-1917
-Devido à I Grande Guerra amarrou Rio de Janeiro, 08.1914
-Capturado pelo Governo Brasileiro, nome "Cuyabá", 01.06.1917
-Navega sob operação do Lloyd Brasileiro, entre 1917 até 1927
-O Lloyd Brasileiro passa de operador a armador a partir de 1927
-Caracteristicas: Desl. 6.489 Ton./ Comp. 124,80 mt/ Boca 16,1 mt
Máq. Bremer Vulkan 1:Qe/ Velocidade 13 ml/h
(*) 21 de Julho de 1937 é outra data registada para este mesmo incidente, desconheço as razões de discrepância…existe apenas uma diferença de pouco mais de um mês entre elas. A escolha da data no texto tem como base uma maior referencia à mesma.
Portugal juntou-se ao restrito clube mundial dos países com robôs submarinos que mergulham até à profundidade dos
Nome comerc
ial: Argus Bathysaurus XL, derivado do nome da empresa que o constroi e da designação científica do peixe-lagarto de ambientes profundos; XL é a versão para grandes profundidades.
Nome português: Ainda não tem, mas a equipa que o vai operar nos próximos anos irá lançar um concurso de nomes para alunos do ensino secundário, em que o prémio será a participação numa expedição científica com o ROV.
Dimensão:
Peso: Mais de duas toneladas. Tudo o que envolve a sua operação, desde o pórtico que o ergue até ao contentor de comando e controlo, cabe num camião TIR, pelo que o ROV pode ser utilizado em qualquer navio.
Instrumentação: Câmara digital de alta definição; sonar; luzes com alcance de
O submarino U1277 foi construído nos estaleiros da Bremer Vulcan em Bremen - Vegesack, e lançado à água a 6 de Agosto de 1943. O seu comando foi entregue ao Oberleutnant zur See Peter-Ehrenreich Stever a 3 de Maio de 1944.
Foi afundado pela tripulação na madrugada de 4 de Junho de 1945, pelas 00h45m, ao largo do Cabo do Mundo, a norte da cidade
do Porto, depois de navegar sem rumo pelo Atlântico durante um período de um mês…
cas!”A dita estrutura assenta tombada a bombordo num fundo de areia na cota dos 30m, que apesar de estar bastante degradada pela acção do tempo, continua a manter a silhueta de uma das mais carismáticas e mortíferas armas de guerra, é uma visão e tanto!
Descemos junto ao periscópio e este parecia não sofrer os efeitos do tempo, reflectia a luz das nossas lanternas nos pontos onde tinha sido “limpo” por mergulhadores que por lá tinham passado antes, do periscópio só sobrava mesmo esta bela coluna em aço inox. Seguimos em direcção a popa sempre espreitando pelas diversas aberturas espalhadas pelo casco, pena não se conseguir identificar nada que pudesse sugerir o tipo de equipamento que existia no interior, este encontra-se açoreado por areia/cascalho, deixando apenas algum espaço livre para que inúmeras espécies possam ali fixar-se, entre elas um lavagante que a julgar pelo tamanho das pinças já passou a fase da adolescência…neste ponto cruzamos o casco para o lado de estibordo, e tomando como rumo a proa, vamos encontrando aberturas maiores com vista para um interior infest
ado de vida com as fanecas a tomarem uma posição de comando, à medida que se vai progredindo vou formando imagens de como seria a estrutura original e da vida a bordo num destes “caixões” … é difícil imaginar como cerca 50 pessoas sobreviviam neste tipo de embarcações. Entretanto, duas grandes silhuetas, os tubos dos torpedos ou parte deles, erguidos do fundo ainda como que apontados, à espera…lá dentro um belo exemplar de Congro meio escondido no fundo de um dos tubos, que passado alguns segundos se aproxima curioso quase saindo do refugio em nosso encontro, e satisfeita a curiosidade lá volta para casa. À primeira vista so conseguíamos observar dois tubos, mas existia um terceiro abaixo destes camuflado por muitas redes, entre elas redes de “seda” muito fina que precisavam de ser afastadas com especial cuidado para não nos enrolarmos nelas, seria complicado ficarmos emaranhados neste ponto do mergulho só para ver mais uns centímetros de destroço, estávamos no limite do tempo e decidimos abandonar o local, voltamos em direcção à torre do periscópio onde estava o nosso cabo de subida de encontro com a embarcação de apoio…fico com a vontade de voltar!
Para mais informações sobre este destroço visite:
http://www.mergulhomania.com/Uboats:
"...Tendo chegado às portas da cidade, acampou nos altos do Monte Olivete onde, pouco depois, os canhões do castelo de S. Jorge, por ordem de D. Gabriel Niño, começaram a despejar metralha. Grande foi a surpresa de John Norris em face desse bom
bardeamento, pois D. António, para conseguir o indispensável auxílio do exército inglês, teria provavelmente garantido não haver necessidade de combater, visto que seria festivamente recebido
homens desembarcados em Peniche, e que traíram as esperanças dos bons portugueses de então, não eram de cá e partiram como vieram, não ficaram em Portugal…"»
elo caminho ainda tivemos a oportunidade de entrar com a ajuda de uma lanterna numa parte da estrutura que seria a zona do porão. Só faltava mesmo voltar ao cabo e começar a subida… e desabafar!
nte o caso: "Tendo D. Henrique morrido sem deixar descendência, surgiram, naturalmente, como pretendentes ao trono de Portugal, três netos de D. Manuel: Filipe II, rei de Espanha, D. Catarina de Bragança e D. António, Prior do Crato. Era ao primeiro aquele a quem a força dava mais direitos, demais coadjuvado pela perfídia que, ao tempo, grassava na corte portuguesa e um exército espanhol, comandado pelo Duque de Alba, invadiu o Alentejo, tendo Filipe sido proclamado rei de Portugal. Não o reconheceu, todavia, D. António que, mercê de mil e uma habilidades diplomáticas, conseguiu que Isabel Tudor, rainha de Inglaterra, pusesse à sua disposição uma armada de cerca de 20 000 homens e 'cento e setenta navios grandes e pequenos' para, com ela, reivindicar os seus direitos; e, a 26 de Maio de 1589, os penichenses viram desembarcar, na sua praia do sul, parte dos soldados desse exército, comandados pelo general John Norris. Depois de uma leve escaramuça com a guarnição da Fortaleza a que não faltaria, sem dúvida, a indiferença dos poucos portugueses às ordens do oficial castelhano D. Pedro de Gusmão, e que suporiam, talvez, que com a chegada dos bretões seria possível a expulsão do invasor filipino, a praça foi tomada e o exé
rcito inglês caminhou sobre a capital, ao mesmo tempo que, sob o comando do almirante Francis Drake, a esquadra que o desembarcara em Peniche rumava a caminho de Cascais. Entretanto, entre o receio de uns e a alegria de outros, chegava a Lisboa a nova do desembarque de D. António, passando entre os seus partidários, a segredar-se, num anseio de esperança: 'Vêm aí os nossos amigos… Vêm aí os nossos amigos que desembarcaram em Peniche…' Mas o exército invasor, e sem que o Prior do Crato tivesse a força suficiente para o evitar, avançava na maior das indisciplinas, devastando e roubando as terras por onde passava, Atouguia, Lourinhã, Torres Vedras, Loures…" 
Está em curso uma recolha de assinaturas para a defesa da língua portuguesa, mais concretamente contra o ultimo acordo ortográfico, leia sobre o assunto, caso não concorde com este acordo, a petição continua aberta e disponivel para assinatura.
