terça-feira, 22 de setembro de 2009

Atira-te ao mar!





Encapsulada, a vida nas suas mais variadas formas continua a borbulhar por ali, inalterada e inspiradora de memórias passadas...senti-me de volta a casa.

A distancia tem destas coisas...

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Costa dos Náufragos

O "Cuyabá"

Ao longo de centenas de anos a costa de Peniche tem sido palco de inúmeros acidentes marítimos, muitos resultaram no afundamento das embarcações, San Pedro de Alcântara, Highland Hope, Andreos, Diana, e mais recentemente o cargueiro, Cheryl C de 70 metros que transportava 2345 toneladas de aço, são, entre muitos apenas alguns exemplos. No entanto outros tiveram um destino diferente, o vapor brasileiro “Cuyabá” com 125 mt de comprimento, foi um dos raros casos de encalhe que não resultou em afundamento. Na madrugada do dia 12 de Junho de 1937(*), vitima do denso nevoeiro que se fazia sentir, o “Cuyabá” encalhou nas Berlengas numa zona conhecida como a Baixa das Figueiras (Ilha velha). O estrondo do embate nos rochedos, foi ouvido pelas tripulações das traineiras que ali trabalhavam por perto, que prontamente se dirigiram para o local para oferecer auxílio, para espanto dos tripulantes esta oferta foi recusada pelo comandante do “Cuyabá”. Contra incompreensível atitude do comandante foi dado o alarme para as autoridades marítimas, que perante o eminente perigo de afundamento ordenaram o imediato desembarque dos passageiros e seu transporte para Peniche para serem alojados. Entretanto, e com ajuda de embarcações locais foi iniciada a árdua tarefa de tentar remover o “Cuyabá” do local, o que veio a acontecer várias horas mais tarde tendo o navio seguido pelos seus próprios meios, para os estaleiros em Lisboa para repor a integridade do casco.

A título de curiosidade…este não foi um incidente isolado, o “Cuyabá” teve outras duas situações que podiam perfeitamente ser um ponto final na sua carreira. Leixões, no dia 15 de Fevereiro de 1941 um violento ciclone com ventos acima dos 120 km/h, estando no ancoradouro foi de “garra” de encontro ao Cabeço Sul da nova doca e ficando mais uma vez encalhado, com a agravante de ter ficado adornado e á mercê dos fortes ventos, valeu-lhe a pronta intervenção de rebocadores que o conseguiram trazer para o cais das novas docas, desta vez sem grandes danos. Cerca de dois depois a 24 de Agosto de 1943, algures na costa nordeste brasileira e durante uma travessia em comboio na companhia de outros navios brasileiros, após uma manobra improvisada foi albaroar o vapor “Siqueira Campos”, este, com um deslocamento de 6500 toneladas que tal como o “Cuyabá” era propriedade do Lloyd Brasileiro, resultando do encontro pesados estragos em ambos os navios, foram feitas varias tentativas de salvamento mas todas se mostraram infrutíferas, e o “Siqueira campos” acabou abandonado à sua sorte numa praia perto de Fortaleza, no entanto o “Cuyabá”, mais uma vez, e apesar dos estragos conseguiu chegar ao porto de Fortaleza pelos seus próprios meios, que depois de reparado continuou a cruzar o Atlântico. Finalmente, depois de mais cinco décadas de serviço o seu fim acabava por chegar de uma forma natural em 1963, foi desmantelado e enviado como sucata para as siderurgias.

…a sorte embarcou neste navio, e por lá se deixou ficar!

…merece estar na galeria dos felizes, na prateleira do impensável!


Dados gerais do “Cuyabá”

-Nº 102 da frota do Lloyd Brasileiro
-Construtor: Bremer Vulkan, Vegesack, Alemanha, 11.10.1906
ex "Hohenstaufen" - Hapag (Hamburg Amerika Linie), 1907-1917
-Devido à I Grande Guerra amarrou Rio de Janeiro, 08.1914
-Capturado pelo Governo Brasileiro, nome "Cuyabá", 01.06.1917
-Navega sob operação do Lloyd Brasileiro, entre 1917 até 1927
-O Lloyd Brasileiro passa de operador a armador a partir de 1927
-Caracteristicas: Desl. 6.489 Ton./ Comp. 124,80 mt/ Boca 16,1 mt
Máq. Bremer Vulkan 1:Qe/ Velocidade 13 ml/h

(*) 21 de Julho de 1937 é outra data registada para este mesmo incidente, desconheço as razões de discrepância…existe apenas uma diferença de pouco mais de um mês entre elas. A escolha da data no texto tem como base uma maior referencia à mesma.


quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Bem vindo ao clube!!

Portugal juntou-se ao restrito clube mundial dos países com robôs submarinos que mergulham até à profundidade dos 6000 metros, e passa assim a ser um dos poucos países do mundo com um ROV (Remotely operated underwater vehicle) capaz de atingir essas profundezas oceânicas. A partir de agora, não só o fundo do mar de toda a Zona Económica Exclusiva (ZEE), como o da futura área que vier a estar sob jurisdição de Portugal na sequência da extensão da plataforma continental, ficará ao alcance directo dos cientistas portugueses. Este equipamento não é tripulado, estará ligado por um cordão umbilical a um navio, de onde será comandado à distância, e onde se pode em tempo real ter acesso à informação recolhida. este equipamento foi comprado por cerca de três milhões de euros, pela Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC) um grupo científico, na dependência do ministro da Defesa, incumbido de provar que a parte continental do território português se prolonga para além das 200 milhas naúticas da zona económica exclusiva.


BI do ROV português:

Nome comercial: Argus Bathysaurus XL, derivado do nome da empresa que o constroi e da designação científica do peixe-lagarto de ambientes profundos; XL é a versão para grandes profundidades.

Nome português: Ainda não tem, mas a equipa que o vai operar nos próximos anos irá lançar um concurso de nomes para alunos do ensino secundário, em que o prémio será a participação numa expedição científica com o ROV.

Dimensão: 2 metros de comprimento, 1,70 de largura e 1,80 de altura.

Peso: Mais de duas toneladas. Tudo o que envolve a sua operação, desde o pórtico que o ergue até ao contentor de comando e controlo, cabe num camião TIR, pelo que o ROV pode ser utilizado em qualquer navio.

Instrumentação: Câmara digital de alta definição; sonar; luzes com alcance de 20 a 30 metros; dois braços manipuladores em titânio para cargas até 100 quilos; garrafas para amostras de água; aparelho de medição da condutividade,temp. e profundidade; medidor das correntes; aspirador biológico; cesto para recolha de rochas; testemunhos cilíndricos para amostras geológicas; e um sniffer, um nariz que cheira metano na água, indicador da presença de fontes hidrotermais ou de depósitos destes hidrocarbonetos.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

U-1277 (Video)

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U-1277

O submarino U1277 foi construído nos estaleiros da Bremer Vulcan em Bremen - Vegesack, e lançado à água a 6 de Agosto de 1943. O seu comando foi entregue ao Oberleutnant zur See Peter-Ehrenreich Stever a 3 de Maio de 1944.
Foi af
undado pela tripulação na madrugada de 4 de Junho de 1945, pelas 00h45m, ao largo do Cabo do Mundo, a norte da cidade do Porto, depois de navegar sem rumo pelo Atlântico durante um período de um mês…



Apesar da reduzida visibilidade e de alguns problemas com o equipamento, este foi um dos melhores mergulhos que já fiz, não só pela estrutura em si que apesar de não ser muito grande é bem interessante, mas também pela quantidade de vida que borbulha no local e citando um dos mergulhadores “…só não tínhamos melhor visibilidade por causa das fanecas!”

A dita estrutura assenta tombada a bombordo num fundo de areia na cota dos 30m, que apesar de estar bastante degradada pela acção do tempo, continua a manter a silhueta de uma das mais carismáticas e mortíferas armas de guerra, é uma visão e tanto!

Descemos junto ao periscópio e este parecia não sofrer os efeitos do tempo, reflectia a luz das nossas lanternas nos pontos onde tinha sido “limpo” por mergulhadores que por lá tinham passado antes, do periscópio só sobrava mesmo esta bela coluna em aço inox. Seguimos em direcção a popa sempre espreitando pelas diversas aberturas espalhadas pelo casco, pena não se conseguir identificar nada que pudesse sugerir o tipo de equipamento que existia no interior, este encontra-se açoreado por areia/cascalho, deixando apenas algum espaço livre para que inúmeras espécies possam ali fixar-se, entre elas um lavagante que a julgar pelo tamanho das pinças já passou a fase da adolescência…neste ponto cruzamos o casco para o lado de estibordo, e tomando como rumo a proa, vamos encontrando aberturas maiores com vista para um interior infestado de vida com as fanecas a tomarem uma posição de comando, à medida que se vai progredindo vou formando imagens de como seria a estrutura original e da vida a bordo num destes “caixões” … é difícil imaginar como cerca 50 pessoas sobreviviam neste tipo de embarcações. Entretanto, duas grandes silhuetas, os tubos dos torpedos ou parte deles, erguidos do fundo ainda como que apontados, à espera…lá dentro um belo exemplar de Congro meio escondido no fundo de um dos tubos, que passado alguns segundos se aproxima curioso quase saindo do refugio em nosso encontro, e satisfeita a curiosidade lá volta para casa. À primeira vista so conseguíamos observar dois tubos, mas existia um terceiro abaixo destes camuflado por muitas redes, entre elas redes de “seda” muito fina que precisavam de ser afastadas com especial cuidado para não nos enrolarmos nelas, seria complicado ficarmos emaranhados neste ponto do mergulho só para ver mais uns centímetros de destroço, estávamos no limite do tempo e decidimos abandonar o local, voltamos em direcção à torre do periscópio onde estava o nosso cabo de subida de encontro com a embarcação de apoio…fico com a vontade de voltar!


Para mais informações sobre este destroço visite:

http://www.mergulhomania.com/
http://www.u1277.blogspot.com/

Uboats:

http://www.uboat.net/

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Amigo de Peniche (III)

"...Tendo chegado às portas da cidade, acampou nos altos do Monte Olivete onde, pouco depois, os canhões do castelo de S. Jorge, por ordem de D. Gabriel Niño, começaram a despejar metralha. Grande foi a surpresa de John Norris em face desse bombardeamento, pois D. António, para conseguir o indispensável auxílio do exército inglês, teria provavelmente garantido não haver necessidade de combater, visto que seria festivamente recebido em Portugal. E o acampamento foi mudado para a Boa Vista e Bairro Alto, de onde, após um breve recontro com os castelhanos, retirou de novo, desta vez para Esperança. Dentro das muralhas e durante todas estas manobras, a ansiedade patriótica dos 'antonistas' continuava, segredando a ocultas: será hoje que chegam os nosso amigos?… Virão os nossos amigos de Peniche?…' D. António bem deve ter insistido e procurado dar novas garantias, mas aquele exército composto de mercenários não poderia sentir o patriotismo e a dor do infeliz e desorientado pretendente; e assim, dias depois e em face do desespero do Prior do Crato, refugiava-se ingloriamente em Cascais, na mesma esquadra que o trouxera de Inglaterra e desembarcara em Peniche. 'Porque não entram os nossos amigos?… Porque nos abandonam os nossos amigos de Peniche?…' E foram baldadas todas as ingénuas esperanças dos partidários de D. António, pois o auxílio que a este tinha sido oferecido teria, por certo, menos o interesse de participar generosamente na reconquista da independência de Portugal que humilhar o orgulho e poderio de Espanha através de um golpe de surpresa, aliás coadjuvado pela suposta fácil sublevação do povo português, cansado de extorsões e ignomínias. Por muito tempo ficou aberta no coração dos 'antonistas', como ferida dolorosa, a desilusão dos amigos desembarcados em Peniche, daqueles amigos que esperavam receber como libertadores e que afinal os tinham abandonado. Mas os homens desembarcados em Peniche, e que traíram as esperanças dos bons portugueses de então, não eram de cá e partiram como vieram, não ficaram em Portugal…"»

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

SS Dago (Video)

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SS Dago...esse barquinho (III)



A estas profundidades a luminusidade é reduzida, e o balançar das redes presas nas chapas torcidas ajudam a criar um ambiente fantasmagorico...descemos mais um pouco mais, até à hélice meia enterrada na areia uns metros mais abaixo, para contornarmos pelo lado de bombordo até onde tinha visto muito tubo espalhado que possivelmente faria parte da carga, alguns elementos do motor, parte de um mastro e muita coisa espalhada pelo fundo que não consegui identificar no momento, nesta altura estávamos abaixo da cota dos 50m e o tempo passava a correr, parecia que tinhamos acabado de chegar e já estava na hora de voltar ao cabo de subida, cruzámos o navio em direcção a estibordo e daí em direção à popa, pelo caminho ainda tivemos a oportunidade de entrar com a ajuda de uma lanterna numa parte da estrutura que seria a zona do porão. Só faltava mesmo voltar ao cabo e começar a subida… e desabafar!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Amigo de Peniche (II)

"...Mariano Calado, no livro Peniche na História e na Lenda, esclarece completamente o caso: "Tendo D. Henrique morrido sem deixar descendência, surgiram, naturalmente, como pretendentes ao trono de Portugal, três netos de D. Manuel: Filipe II, rei de Espanha, D. Catarina de Bragança e D. António, Prior do Crato. Era ao primeiro aquele a quem a força dava mais direitos, demais coadjuvado pela perfídia que, ao tempo, grassava na corte portuguesa e um exército espanhol, comandado pelo Duque de Alba, invadiu o Alentejo, tendo Filipe sido proclamado rei de Portugal. Não o reconheceu, todavia, D. António que, mercê de mil e uma habilidades diplomáticas, conseguiu que Isabel Tudor, rainha de Inglaterra, pusesse à sua disposição uma armada de cerca de 20 000 homens e 'cento e setenta navios grandes e pequenos' para, com ela, reivindicar os seus direitos; e, a 26 de Maio de 1589, os penichenses viram desembarcar, na sua praia do sul, parte dos soldados desse exército, comandados pelo general John Norris. Depois de uma leve escaramuça com a guarnição da Fortaleza a que não faltaria, sem dúvida, a indiferença dos poucos portugueses às ordens do oficial castelhano D. Pedro de Gusmão, e que suporiam, talvez, que com a chegada dos bretões seria possível a expulsão do invasor filipino, a praça foi tomada e o exército inglês caminhou sobre a capital, ao mesmo tempo que, sob o comando do almirante Francis Drake, a esquadra que o desembarcara em Peniche rumava a caminho de Cascais. Entretanto, entre o receio de uns e a alegria de outros, chegava a Lisboa a nova do desembarque de D. António, passando entre os seus partidários, a segredar-se, num anseio de esperança: 'Vêm aí os nossos amigos… Vêm aí os nossos amigos que desembarcaram em Peniche…' Mas o exército invasor, e sem que o Prior do Crato tivesse a força suficiente para o evitar, avançava na maior das indisciplinas, devastando e roubando as terras por onde passava, Atouguia, Lourinhã, Torres Vedras, Loures…"

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Sappho


Não é só um dos melhores locais de mergulho, é também um dos mais vastos destroços visitáveis nas Estelas (Arquipélago das Berlengas). Encontra-se a profundidades já razoáveis e dividido em duas grandes secções separado por uma baixa submersa, visitá-lo num só mergulho utilizando apenas uma configuração respiratória de ar (80% Azoto/ 20% Oxigénio), parece missão quase impossível. Este cargueiro grego com cerca de 300 toneladas, transportava uma carga constituída em grande parte por fosfatos, naufragou a 10 Junho de 1932 devido ao nevoeiro, bateu nos rochedos das Estelas numa área conhecida como Baixa do Mar (N39°25.4280' / W009°32.0610'), todos os 26 tripulantes foram salvos. A proa, apenas identificável pelas ancoras que repousam nas imediações, ficou encalhada num enorme bloco de pedra e virada a norte, a cerca de 30 metros de profundidade, acabando o destroço com uns ferros um pouco mais fundo junto a uma língua de areia, entre paredes que quase tocam a superfície. Nesta área as ditas ancoras, uma das quais ainda com a corrente ligada à proa, num conjunto de formato irreconhecível. O mesmo bloco onde a proa parece incrustada, segue por estibordo do navio por uns 50 a 70 metros em direcção a sul, com grandes secções de cavername e partes do casco apoiadas numa parede, numa posição quase vertical, é possível com algum cuidado, penetrar nas aberturas existentes entre a estrutura e a parede que lhe serve de apoio. Contornando-se esta grande parede (direcção sul) começamos a encontrar as secções da linha de veios, sem a hélice e onde a profundidade atinge a cota dos 36m. Continuando a contornar pela esquerda encontram-se grandes aglomerações de mais costado e cavername numa posição semelhante à anterior,aqui também repousam as caldeiras, numa delas é possível observar o interior pelas peque nas aberturas, e inúmeros outros destroços entre os quais um conjunto de biela/combota, a profundidade nesta zona do naufrágio não ultrapassa os 27m. Pela sua posição geográfica, é um local de mergulho muito condicionado pelas condições do mar, correntes fortes, águas frias e onde a visibilidade varia entre os 5/10m, existem claro dias que ultrapassam as expectativas…


SS Dago...esse barquinho (II)

Os anos foram passando e o Dago foi caindo no esquecimento, sendo apenas lembrado como uma “marca” pelos pescadores de forma a evitar o local durante a faina para não ficarem sem as artes de pesca. Até que na década de noventa um grupo de mergulhadores locais desceram na tal “marca”, e lá estava ele tombado a bombordo e partido a meio num fundo de areia.O meu primeiro mergulho no Dago foi em 1999, foi um misto de receio e ansiedade porque nunca tinha mergulhado a tal profundidade, tinha passado a semana toda a pensar na coisa. Chegou o dia, depois de fixarmos o ferro no local e dos preparativos finais lá estava eu decidido a descer em direcção ao fundo, começámos a descer e a visibilidade era muito boa, conseguia-se ver o cabo de descida até muitos metros abaixo, à medida que a profundidade aumentava o meu coração parecia que queria saltar do peito, nesta altura nem me atrevia olhar para o computador de mergulho… até que vimos o que parecia ser a popa do navio e dirigimo-nos para lá, segurei-me e olhei para o computador 42m! e só alguns minutos para dar uma volta por ali antes de entrar em tempo de descompressão, tentei acalmar-me um pouco mais, olhei em volta e fiquei abismado com o ambiente que me envolvia...


sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Du contra

Está em curso uma recolha de assinaturas para a defesa da língua portuguesa, mais concretamente contra o ultimo acordo ortográfico, leia sobre o assunto, caso não concorde com este acordo, a petição continua aberta e disponivel para assinatura.


Informação adicional sobre o novo acordo ortográfico em:
http://emdefesadalinguaportuguesa.blogspot.com/
http://prowebpt.com/2008/05/02/tudo-sobre-o-novo-acordo-ortografico/





quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Abiss...

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Amigo de Peniche

Foram várias as ocasiões, em que conheci alguém que no meio de uma conversa me pergunta de onde sou, sou de Peniche, respondo, e...zás...com que então, amigo de Peniche..., fico de imediato com a sensação de ter sido rotulado como falso amigo ou amigo da onça, nada que já não estivesse espera de ouvir e tento, de uma forma simples, explicar a verdadeira origem da expressão sobre os Amigos de Peniche. Aqui fica um artigo sobre as ditas origens da expressão.


"Origem da expressão Amigos de Peniche: A expressão registada no Dicionário das Origens das Frases Feitas, de Orlando Neves, vem no plural, embora o uso tenha consagrado o singular, também, como vem abonado no Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa (que dá amigo de Peniche = amigo da onça, «falso amigo, amigo interesseiro, hipócrita, interesseiro»). Quanto à origem da expressão, transcreve-se de seguida o que refere Orlando Neves: «A "amigos" traiçoeiros, falsos ou hipócritas se costuma chamar “amigos de Peniche". Afinal, nem Peniche nem os seus naturais têm que ver com essa ideia de falsidade..."

SS Dago...esse barquinho!


Porto, 14 de Março de 1942 um navio com bandeira Brasileira de 1757 tons., de nome Dago inicia a sua viagem em direcção a Lisboa com 300 toneladas de carga geral, no dia seguinte durante a sua passagem ao largo de Peniche foi avistado, por um caça alemão que seguia a mesma rota e não hesitou em tentar afunda-lo e que acabou por acontecer com um tiro certeiro a meia nau, tendo assim selado o seu destino. Apesar da violência do ataque, todos os 37 tripulantes conseguiram sair com vida do confronto, tendo sido recolhidos por embarcações de pesca que se encontravam a trabalhar na zona, desde então o navio repousa a cerca de 50m...